O Índice de Preços dos Cereais da FAO registou uma média de 114,3 pontos em maio, um aumento de 2,9 pontos (2,6%) face a abril e de 5,3 pontos (4,9%) face ao período homólogo. A continuidade da subida refletiu os preços mais elevados em todos os principais cereais.
Os preços mundiais do trigo subiram pelo quarto mês consecutivo em maio, impulsionados por colheitas mais pequenas previstas nos principais países exportadores, incluindo os Estados Unidos, onde as condições para a colheita de trigo de inverno são das menos favoráveis em décadas, enquanto o aumento dos custos dos combustíveis e dos fertilizantes exerceu ainda mais pressão ascendente a nível global.

Os preços do milho continuaram a ser sustentados por uma procura de importação mais forte nos mercados-chave, menor disponibilidade no Brasil e nos Estados Unidos e preços de energia mais firmes, impulsionando a procura relacionada com o etanol.
Os preços internacionais do sorgo e da cevada aumentaram principalmente devido aos efeitos indiretos da menor disponibilidade nos mercados globais do milho e do trigo.
O Índice de Preços do Arroz da FAO aumentou 2,7% em maio de 2026, devido às preocupações climáticas e aos preços mais elevados do petróleo bruto e seus derivados, que sustentaram as cotações em alguns dos principais países exportadores asiáticos.
6 de maio de 2026/ FAO.
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